Atualmente, as cirurgias bariátricas mais realizadas no mundo para o tratamento da obesidade mórbida são o bypass gástrico e o sleeve gástrico.
Semelhanças
● Ambas reduzem o tamanho do estômago.
● No bypass, o estômago passa a comportar cerca de 30 a 50 ml de alimento; no sleeve, cerca de 180 a 200 ml.
● As duas diminuem o reservatório gástrico, fazendo com que entre menos alimento.
→ Isso reduz a capacidade de ingestão de proteína e pode levar à deficiência nutricional, caso não haja suplementação adequada.
● Há forte influência hormonal (grelina e leptina), levando:
● a menos fome
● a saciedade precoce
● Com o estômago menor, há menor produção de ácido gástrico, o que prejudica a absorção de:
● ferro
● cálcio
● zinco
● vitaminas do complexo B, principalmente B12
● A produção reduzida de fator intrínseco pelo estômago dificulta a absorção de vitamina B12, sendo necessária suplementação nos dois tipos de cirurgia.
Diferenças
● O bypass inclui um desvio intestinal, tornando-o um procedimento mais disabsortivo.
● Por não passar pelo duodeno, além do aumento dos hormônios incretinicos ( GLP1 , GIPe PYY) que atuarão no retardo do esvaziamento gástrico. Dificultando a absorção de:
● cálcio
● zinco
● magnésio
● ferro
● folato
● vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K)
● vitaminas do complexo B
Quanto mais distante o segmento do intestino em relação ao estômago, menor a absorção; por isso, a suplementação é essencial.
Conclusão
Se o paciente seguir corretamente as orientações e suplementações necessárias, tanto proteicas quanto vitamínicas, ele manterá um estado de saúde adequado, semelhante ao de uma pessoa que não passou pela cirurgia.
Dr. Jaime Telles – Cirurgião Bariátrico
Clínica Suzanclin – www.suzanclin.com.br